O governo Wellington Dias (PT) vai encaminhar ao Ministério Público Federal e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI) relatórios de auditorias realizadas entre janeiro e março apontando indícios de má gestão e de desvios de recursos públicos nas administrações de Wilson Martins (PSB) e de Zé Filho (PMDB). Os relatórios estão sendo finalizados por auditores da Controladoria Geral do Estado e técnicos da Secretaria Estadual de Administração.
Os documentos já levantados pelos auditores apontam indícios de irregularidades na aplicação de recursos públicos em obras que estão paralisadas desde o ano passado e em pagamentos a empresas e fornecedores. As denúncias podem resultar em ações de improbidade administrativa contra os ex-governadores e gestores responsáveis pelas pastas que aplicaram ou desviaram os recursos públicos. O governo do Estado quer saber para onde foi dinheiro que o governo anterior afirma terem sido usados para pagar empreiteiras e fornecedores.
Secretário Franzé Silva, da Administração: reúne documentos para fundamentar denúncias de má gestão
O secretário estadual de Administração, Francisco José Alves da Silva, o Franzé, informou que os técnicos da Secretaria de Administração e da CGE-PI estão reunindo documentos para fundamentar as denúncias que vão ser feitas ao MPF e ao TCE-PI. “Estamos neste trabalho junto com a Controladoria Geral do Estado, e é bom que fique claro que não estamos em nenhuma caça às bruxas, por isso estamos avaliando todos os aspectos e reunindo a maior quantidade de documentos possível nestes primeiros meses”, afirmou o secretário.
Segundo ele, todas as denúncias serão fundamentadas por documentos deixados pela antiga gestão. Franzé Silva afirmou que a princípio não era intenção do governo do PT entrar com nenhuma ação contra as gestões passadas, mas, segundo ele, os indícios de irregularidades detectadas foram tão evidentes que exigiram uma investigação mais a fundo. “Não vamos ter como deixar de encaminhar os resultados do que foi encontrado para os órgãos responsáveis por apurar e punir irregularidades praticadas na gestão pública do estado”, observou.
Franzé ressalta ainda que os dados mais relevantes encontrados foram sobre problemas com recursos e obras paralisadas. “Além dos documentos, vamos usar informações jurídicas e laudos de engenheiros sobre a execução das obras”, informou. Ele ressalta ainda que a situação que levou o Estado à inadimplência também fará parte da documentação encaminhada ao MPF e ao TCE-PI.
Fonte: Diário do Povo

