Agricultor de 52 anos seria primeira vítima infectada pela doença no país.
Técnicos do Ministério da Saúde estiveram no Piauí coletando dados.
Durante toda esta semana, técnicos do Ministério da Saúde e a Vigilância Epidemiológica do Piauí estiveram na região de Picos coletando dados de seres humanos saudáveis e adoecidos recentemente por doença febril aguda, cavalos saudáveis e doentes, aves da fauna local e mosquitos potencialmente transmissores da doença. O estudo iniciou após os exames comprovarem que duas aves da cidade haviam sido infectadas pelo vírus.
O médico explica que provavelmente um mosquito foi infectado ao picar algum pássaro silvestre vindo de regiões endêmicas da África ou Ásia Ocidental. As aves migratórias, que vêm do Hemisfério Norte, são o principal reservatório do vírus identificado em Uganda, em 1937, que causa febre, dor de cabeça e, eventualmente, até problemas neurológicos.
Vieira explica que somente as aves transmitem a doença para o mosquito, e este retransmite para pessoas, animais e outras aves. “Se o mosquito picar outras aves, o ciclo continua. Caso pique uma pessoa ou um equino, a doença para ali, porque são hospedeiros definitivos”, destacou.
Em 75% dos casos de contaminação humana pelo vírus da febre do Nilo, o organismo o elimina e a pessoa não sente nenhum sintoma. Já nos 24% dos casos, os sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, dor de cabeça e no corpo. Só em 1% dos casos há comprometimento neurológico, com perda de movimentos, mas esse sintoma pode ser revertido.
